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03/07/2017

“Perdeu, Playboy”

Track SV Invasion

Hoje era para eu estar no Vale do Silício acompanhando as cinco startups do programa de aceleração Track, da Visa e do GSVlabs. Era para o voo da United ter saído às 21hs de sábado, mas atrasou e só saiu às 4hs do dia seguinte. Foi quando, ao tentar buscar alternativas no balcão de atendimento ao cliente da companhia, me descuidei por alguns minutos e alguém muito habilidoso conseguiu abrir o zíper do bolso frontal da minha mochila e levar meu passaporte e alguns bons dólares.

Ao me deparar com o ocorrido, veio uma explosão de sentimentos: surpresa, raiva, decepção, incredulidade. Fiquei pensando: “como pode? Estou indo levar startups representantes da força empreendedora e motriz que construirá um futuro diferente para as pessoas do meu país e sou furtado!”

No caminho até a Polícia Civil, no Terminal 2, ainda raivoso e refletindo sobre o que acabara de acontecer, me solidarizei com os milhões de brasileiros que, assim como eu, sofrem por conta de políticos como Temer, Lula, Aécio e toda essa corja, que, por conta de suas políticas mesquinhas e corrupções, produzem pobres coitados como meu recente algoz. Eu não sou desta laia, e muitos brasileiros são moldados por outra fôrma.

Não vim aqui me lamuriar do fato em si, mas do que procedeu. Ao comunicar o que tinha ocorrido aos meus sócios e ao grupo que iria para o Vale, recebi deles dezenas de informações de como resolver o problema. Inclusive descobri que uma de nossas aceleradas está negociando a implantação de autenticação via reconhecimento facial com o governo da Austrália (isso mesmo, uma startup brasileira fazendo bonito do outro lado do mundo). Meu sócio imediatamente se dispôs a ir no meu lugar, e em menos três horas já havíamos emitido seu bilhete e repassado todas as atividades que deveriam ser desenvolvidas. Este é o Brasil que admiro, que me orgulho, que dá gosto de fazer parte.

Definitivamente é assim que mudaremos este país. Essa corja e seus pobres coitados serão atropelados pela nova safra de empreendedores, que se solidarizam com os problemas alheios e são movidos pela possibilidade de resolvê-los, que conseguem pensar positivo e seguir em frente mesmo diante de tanta burocracia e dificuldades. Não será fácil e ainda estamos iniciando o caminho, mas não seremos a geração do “perdeu playboy”, pois somos a força transformadora desta realidade. Os playboys são eles. E já era para eles.

03/07/2017 < a href="http://hiltonmenezes.com.br/author/hilton-menezes/" title="Visualizar todas as postagens por Hilton Menezes" rel="author">Hilton Menezes empreendedorismo